Heloisa Tolipan: Todos por Mulatu!

Por Heloisa Tolipan

Se você é daqueles que não perde um evento sequer de hip hop que mostramos aqui na coluna, vai adorar saber que o americano Brian Cross reuniu vários nomes de instrumentalistas que influenciaram o ritmo de Usher e deu origem ao projeto Timeless, com três documentários que mostram grandes concertos dos bambambanse teve sua apresentação  no Arteplex, semana passada. Entre os grandes nomes a que assistimos, ficamos muito impressionados com o showzaço de Mulatu Astatke, um multiinstrumentista etíope que ficou conhecido por criar um estilo para chamar de seu, nos anos 60 , ao misturar jazz a black music e ainda adicionar ritmos bem africanos. Claro, o gostinho  de quero mais saltou de nossas bocas e aderimos a um movimento que tem como fim trazer o Malutu para tocar para nós, cariocas, já que uma mosquinha nos disse que o músico fará um show em São Paulo no mês que vem. Não seria o máximo? Então, fomos atrás de Arthur Verocai, que sabe tu-do de música boa para sabermos um pouco mais sobre esse super babado...

Sabe de alguma coisa sobre esse movimento de trazer o Mulatu para cá?

– Na verdade, não sei muito além de minha torcida. Seria muito legal trazê-lo por tudo que representa para seu país. Essências como a dele e de seu som  são importantes mensagens para os seus fãs daqui.

E como isso funcionaria para os cariocas?

–  Mulatu adiciona uma cultura de precursor e, como a música é global, funciona como a voz de seu país para o mundo. O Brasil e os países da África precisam disso. Somos influenciados pelo resto do mundo, e grandes ídolos são a nossa participação na simbiose de influências.

O que há em comum entre o trabalho de vocês?

– Temos uma forte influência do jazz e acho que é por isso que fomos bem aceitos nos EUA. O trabalho do Mulatu tem muita força na parte rítmica, assim como o meu. Não nos conhecemos pessoalmente para falar em identificação, mas pude ter acesso ao trabalho dele em um filme americano que outro dia vi passando na TV e, agora,  por meio do Timeless. Depois do que vi, claro, sou um dos principais adeptos dessa torcida para ele tocar aqui.