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Senhor prefeito, a escolha é sua quanto aos reboques

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S ob o título Reboque S.A. o JB do último dia 11, denunciava, inclusive em Editorial, a vergonhosa indústria de reboques, com sua ação dirigida, atabalhoadamente, pela inexperiente Guarda Municipal.

Já bati de frente com esse absurdo, comentado aqui, em dois artigos, quando tentaram rebocar veículos corretamente estacionados na rua em que moro, na Barra da Tijuca, sob uma alegação só superada em absurdo, pela burrice da argumentação: “É proibido estacionar em rua de mão dupla.”.

Note-se, eu não fora atingido.

Apenas atendia a uma solicitação indignada de um vizinho, ele sim, vítima, que me alertara pelo interfone.

A minha rua é classificada como local e a velocidade máxima legal é de 30 km/h. Enquanto cometiam essa violência numa rua de pouquíssimo tráfego, na orla marítima havia uma orgia de fila dupla, prejudicando o difícil trânsito de um domingo de sol. Felizmente, o correto Secretário de Municipal de Transportes, corrigiu a agressão estapafúrdia. Dias depois, no bairro da Urca, segundo noticiário da mídia, um policial militar flagrava um guarda municipal recebendo propina de R$ 300 para aliviar um carro rebocado, não sei se corretamente.

A matéria do JB continha também a denúncia do elevado percentual recebido pela empresa que explora a operação dos reboques, pelos locais em que atua, sem nenhuma orientação técnica e de utilidade, que deveriam vir da CET-Rio.

Por ligação de simpatia e de alguns obas e olás quando ele era administrador da Barra, vou alertar o atual prefeito, de que o desempenho do trânsito é o maior cabo eleitoral , a favor ou contra, para o julgamento do governante. A excelente administração do governador Carlos Lacerda tomou uma lavagem por maioria absoluta de Negrão de Lima graças à truculência do esvaziamento de quatro pneus como punição do estacionamento indevido.

Uma mãe não esquece nunca, não contar com o carro ao sair da praia com seu filho pequeno, estando estacionada numa rua secundária. Ela se vinga nas urnas. Bastaria a multa.

Não precisa propiciar o lucro, num percentual absurdo, de uma empresa contratada.

No nosso tempo, os reboques eram alugados por quilometragem, perfeitamente cobertos pelo preço do reboque pago ao Detran. Os roteiros eram estabelecidos pela Divisão de Engenharia, em vias onde o tráfego não podia sofrer estrangulamento, e eram divulgados diariamente pelos jornais. Só eram rebo cados os que, de fato, não queriam cooperar ou não possuíam espírito comunitário. O policiamento de trânsito deve ser preventivo.

Senhor prefeito, no caso da atual política de reboque, muito ajuda quem não atrapalha. Subordine a atuação dessa empresa aos interesses da população, não do bolso de seus proprietários.