A beleza dos mestres
Além das roupas e acessórios, os desfiles lançam novos rostos e cabelos R eunindo os grandes mestres da maquiagem com os criadores de penteados mais inovadores, que usam como base as beldades mais perfeitas do planeta, temos um panorama dos novos padrões de beleza, válidos por pelo menos três anos. Por que tudo isso? Porque as moças anônimas demoram a aceitar que devem ter cabelos curtos, quando estão acostumadas com os longos. Ou podem ser crespos e naturais, quando elas se esforçam para alisar de três em três meses. Aliás, esta vontade de liso é característica brasileira, que influencia a moda no mundo inteiro. Um exemplo é a onda de Lissage Brezilien que anda grassando em Paris ou a polêmica do uso de formol nos alisamentos ditos brasileiros na Califórnia.
Nos bastidores dos desfiles Existem diferenças de conceitos na beleza que acompanha as coleções. Pode ser o rosto salpicado de pontinhos marrons, como fez Celso Kamura na Maria Bonita, porque havia uma referência aos candangos de Brasília, à terra vermelha da região. Ou uma afirmação dos tons vermelhos nos lábios e unhas, como Micheli Provenzi estava, entre os vários tipos do desfile da Neon, pela dupla Lau Neves (make) e Paulo Cesar Schettini (cabelos).
Os olhos escurecidos devem marcar o inverno, contrastando com a pele mais clara, como se viu na passagem de Lino Villaventura, por Marcos Costa, um dos make-up artists da Natura. Também no belo visual das perucas louras de Fause Haten / FH, com olhos contornados por Ricardo dos Anjos.
Até aí, são rostos com glamour de moda, viáveis na vida real, fora das passarelas.
Quando chega Gloria Coelho, a coisa muda: o rosto assinado por Fátima Thomas e Fabiana Gomes e o cabelo do Wanderley Nunes e Ricardo Rodrigues é minimalista, quase limpo, mas leva uma faixa branca na altura dos olhos. Se não tivesse um toque extravagante, não seria Gloria Coelho.
