Entre o luxo e o lixo

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No corredor financeiro do Rio, executivos brasileiros e estrangeiros driblam sujeira, desordem e assaltos Continua na página seguinte.

Jorge Lourenço e Fernanda Dannemann D e um lado da Avenida Chile, a sede da Petrobras esbanja imponência, com seus jardins projetados por Burle Marx.

À frente, o prédio do BNDES reflete a paisagem com seus vidros espelhados. Outros edifícios igualmente imponentes surgem na avenida, que é o corredor financeiro da cidade. Instituições de peso, como a Caixa Econômica Federal, dividem espaço com altos investimentos imobiliários, como a Ventura Corporate Towers, arranha-céu construído pela Camargo Corrêa, e orçado em R$ 500 milhões.

A Avenida, porta de entrada para negociantes e investidores, cujos contratos reverberam inclusive fora do Rio, deveria ser um dos cartões postais brasileiros. Mas, lamentavelmente, ostenta uma paisagem bem diferente.

Sujeira, mendigos, barraquinhas de comida suspeita, pontos de ônibus desorganizados, filas duplas, calçadas esburacadas, batedores de carteira, viciados, cheiro de urina e fezes... e um desorganizado estacionamento em torno da Catedral.

E o mais grave é que, apesar de todo este quadro de horror, a Associação Comercial do Rio de Janeiro desistiu do projeto de revitalização da área.