Cartas
Dilma A senhora Dilma Rousseff começa mal ao elogiar o seu padrinho político, Lula, quando diz que ele e seu vice, ambos sem diploma, mostraram compromisso com a educação. O que o governo Lula fez nesse setor foi incentivar a conquista de diploma pelo diploma, não interessando que tipo de faculdade privada e se os cursos que elas oferecem vão fazer a diferença na vida de seus alunos. As faculdades federais criadas tiveram fins eleitoreiros. E, ao criar o ProUni, o que vejo é a transferência para as entidades particulares lucrarem, em vez de investir este dinheiro pesadamente nas escolas públicas de ensino médio.
Tania Tavares, São Paulo Embora ainda seja prematuro fazer uma avaliação categórica, tenho verificado uma profunda transformação no governo Dilma. O estilo austero, pragmático e avesso a bravatas e ao desavergonhado cabotinismo que caracterizou o do seu antecessor, vem conquistando a admiração e o respeito dos eleitores, mesmo aqueles que, como eu, não sufragaram o seu nome nas urnas.
Adherbal Queiroz, Rio José Alencar Todo o respeito ao ex-vice-presidente José Alencar, que com garra e determinação luta incansavelmente contra o câncer, ajudado com a excelente estrutura e a equipe médica do Hospital Sírio-Libanês. Mas, homenagem mesmo quem merece é o cidadão comum, que na luta contra qualquer doença é obrigado a enfrentar as desumanas filas dos hospitais públicos.
Abel Pires Rodrigues, Rio Erário público Está definitivamente demonstrada a hipocrisia de figuras proeminentes da política brasileira (governadores, ex governadores e senadores) e as verbas que vão receber do erário público. Desculpas: “O governo gasta mal, vou doar para instituição social” (Álvaro Dias); “O benefício era automático na época” (Agripino Maia); “O teto salarial para servidores não foi regulamentado, a fonte, não sendo a mesma, não há como cortar” (diretor-geral do Senado). Nessa hora, a Constituição brasileira é um detalhe.
Antonio Negrão de Sá, Rio Tragédias Não vi nenhum político se pronunciar oferecendo ajuda aos que sofreram perdas numa das maiores tragédias do Brasil. Mas vi os políticos, que se elegem com o voto do povo e por ele são pagos, votarem para si próprios um dos maiores reajustes salariais já registrados no Congres so. Não entendo como podem esses políticos votar o seu próprio reajuste salarial. Por que não vinculam eles o seu reajuste ao do salário mínimo? Tais políticos deveriam era distribuir entre as vítimas das chuvas o dinheiro que recebem mostrando-se sensíveis a tanto sofrimento.
José Augusto Alves Bernacchi, São Lourenço (MG) Fichas-sujas O DEM, apesar de ações já negadas, reitera o pedido dos votos de seus candidatos cassados para a legenda, em uma ação no STF. O Judiciário deveria era punir o partido por aceitar candidatos com ficha suja.
Paulo Carneiro Ribeiro, Teresópolis (RJ) Música Uma nova coluna, a de Maria Luiza Nobre, sobre música erudita, sempre chega na hora certa. Boa sorte e vida longa para ela! Laura Rónai, Rio Colunistas Todo dia é com muito prazer que leio a coluna de Anna Ramalho, mas ontem seu artigo Nem tudo foi perdido na tragédia da Serra (pág. 28) me comoveu. Lendo, voltei a pensar: os políticos, com seus salários milionários, deveriam ceder pelo menos seis meses (sem direito a reembolso) para as vítimas. Duvido que algum tenha feito parte das cenas que a colunista descreveu.
Mônica Pires, Rio.
