'Deutsche Welle': Bernie Sanders se diz "perturbado" com Trump

Senador fala em "Desrespeito aos valores americanos" 

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Matéria publicada nesta quinta-feira (1) pelo Deustche Welle conta que em Berlim, senador que concorreu nas últimas primárias democratas à Casa Branca, divulga novo livro e faz duras críticas ao presidente americano e suas políticas "terríveis". 

"Basta seguir todos esses jovens", disse um passante ao ser questionado sobre como chegar ao auditório principal da Universidade Livre de Berlim, onde Bernie Sanders, ex-pré-candidato democrata à presidência americana, lançou a edição alemã de seu livro Our Revolution (Nossa revolução, em tradução livre), nesta quarta-feira (31/05).

Welle questiona: o que esses jovens estavam esperando de um senhor de 75 anos que se autodenomina socialista, vindo de um dos estados mais obscuros nos EUA? "Estou aqui porque achei que a eleição americana foi muito interessante, e Bernie Sanders foi a única pessoa que tinha ideias radicalmente interessantes", afirma um estudante alemão.

"Na França, Bernie Sanders também é muito popular", completa uma universitária francesa, participante de um programa de intercâmbio. "Eu sou russa, e para mim é muito interessante ouvir um americano que se define como socialista. Isso não é muito comum", diz outra integrante do público.

A reportagem afirma que a salva de aplausos que o senador de Vermont recebeu ao entrar no salão rivalizava com qualquer evento de campanha da eleição do ano passado. E se o público estava esperando críticas mordazes a Donald Trump, ele teve exatamente o que queria.

O diário alemão descreve que ao chegar ao palco, Sanders disse que falaria sobre "o que diabos está acontecendo nos Estados Unidos?" Ele afirmou que o relacionamento entre os EUA e a Europa tem sido essencial na prevenção de conflitos e para garantir o padrão de vida em ambos os lados do Atlântico. "Apesar do presidente Trump", isso é o que também acha a "esmagadora maioria" do povo americano, declarou.

De acordo com Deutsche Welle, Sanders disse que seria um "erro terrível" para os EUA se retirar do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, criticando Trump mais uma vez. 

"Não importa o que Trump acha ou não, há um movimento em todos os EUA para desativar a indústria de combustíveis fósseis", assegurou. 

"Não pensem que o povo dos Estados Unidos estão virando as costas para esta crise."

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