'Le Monde': Caos no governo Trump
Editorial analisa possibilidade de impeachment
Editorial do Le Monde publicado nesta quarta-feira (17) diz que desta vez, Donald Trump, provavelmente, começa sua saída do cargo de presidente dos EUA.
Este julgamento, realizado terça-feira, 16 maio, em Washington, vem de David Broder, um ex-assessore de três presidentes - Richard Nixon, Ronald Reagan e Bill Clinton. Broder, considerado um dos grandes sábios da política norte-americana e um dos mais entendidos quando se trata de sentir o cheiro da chegada de uma tempestade sobre a capital federal, afirma Monde.
As controvérsias se acumulam sobre os ombros do 45°presidente dos Estados Unidos. Cada dia tem novo "caso", diz o texto do diário francês. O Congresso e os principais departamentos governamentais, para não mencionar as agências de segurança, como o FBI ou a Polícia Federal, estão repletas de rumores que giram em torno da mesma pergunta: Trump é psicologicamente e moralmente apto para exercer a função presidencial? A desconfiança se instala dentro da Casa Branca. O assunto do estado mental do presidente está em todos os jornais do país diariamente, ofuscando o resto das notícias.
Monde avalia que a principal controvérsia ainda gira em torno das relações que a equipe de Trump foi capaz de manter durante a campanha 2016 com as autoridades russas. Por mentir sobre o conteúdo de uma conversa com Sergey Kislyak, o embaixador russo em Washington, em dezembro de 2016, o ex-general Michael Flynn teve que renunciar em meados de fevereiro 2017, de sua posição de assessor de segurança nacional.
O Congresso e o FBI estão investigando o caso. Coincidência? Em vez de permitir investigações em curso, Trump demitiu três pessoas que cuidavam do inquérito, aponta o Le Monde.
Irritabilidade, impulsividade, Tweets descontrolados
O presidente age como se temesse alguma coisa. Seu comportamento é contrário à prática da democracia americana, analia o artigo do jornal francês. Apenas a maioria republicana no Congresso pode iniciar um processo de impeachment. Eles não está lá. Mas o simples fato de que evoca este evento de cinco meses após a entrada para a Casa Branca a partir dá uma ideia da fragilidade política do presidente.
