'Libération': Fillon está atolado em suas próprias mentiras
Candidato conservador à presidência da França pede perdão, mas nega irregularidades
Matéria publicada nesta terça-feira (7) pelo jornal francês Libération conta que o candidato dos conservadores à presidência da França, François Fillon, envolvido em escândalo de corrupção, admitiu nesta segunda-feira (6) que foi um erro ter nomeado sua esposa e filhos como assistentes parlamentares, mas negou ter cometido irregularidades e destacou que a prática é comum no país.
O diário afirma que em entrevista coletiva, o ex-primeiro-ministro, de 62 anos, pediu ainda perdão pelo que chamou de erros e garantiu que é vítima de "uma campanha difamatória e caluniosa" para evitar que saia vitorioso da eleição presidencial.
> > Libéartion Fillon s'empêtre dans ses bobards
Libération diz que o candidato justificou as contratações, alegando que seus parentes tinham a competência necessária para o cargo e eram cargos de confiança. Fillon se comprometeu a publicar na internet detalhadamente as remunerações de sua esposa e de seus filhos Charles e Marie, que considerou "justas e transparentes". Ele disse que o salário da esposa era "plenamente justificado" por ela ser formada em letras e Direito.
O noticiário aponta que apesar de reconhecer que empregar a esposa levanta questões éticas, o ex-primeiro-ministro garantiu que não devolverá o dinheiro que ela ganhou "porque corresponde a um trabalho realizado" e rebateu as acusações de que o emprego era fictício por Penelope nunca ter ido ao Parlamento.
Libáration ressalta que após se mostrar convencido de que será absolvido pela Justiça, Fillon negou que vá retirar sua candidatura e se apresentou como o único capaz de implementar seu programa, prevendo um "fracasso" da direita caso haja mudanças na liderança.
De acordo com o noticiário, o interrogatório de Fillon abriu novas linhas de investigação. O candidato teria declarado perante os investigadores que o seu filho Charles, contratado como seu assistente no Senado entre 2005 e 2007, trabalhou para a campanha presidencial de Nicolas Sarkozy em 2007. Isso pode abrir uma nova linha de investigação por um possível delito de financiamento ilegal de campanha eleitoral.
