França lança bombardeio maciço a reduto do Estado Islâmico

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Caças franceses lançaram 20 bombas neste domingo (15/11) sobre o reduto do Estado Islâmico (EI) em Raqa, leste da Síria, destruindo um posto de comando e um campo de treinamento, anunciou o ministério da Defesa.

Segundo o Ministério da Defesa francês, o primeiro alvo destruído era utilizado pelo EI como posto de comando, centro de recrutamento jihadista e depósito de armas e munição. O segundo alvo abrigava um campo de treinamento terrorista.

Doze aeronaves, entre elas dez caças, atacaram simultaneamente a partir dos Emirados Árabes Unidos e da Jordânia.

O ministério destacou que a operação foi planejada para os locais preliminarmente identificados durante missões de reconhecimento realizadas pela França. Ainda segundo o ministério o bombardeio foi conduzido em coordenação com as forças americanas.

Em setembro, a França atingiu um campo na província oriental de Deir ez-Zor, próximo do posto de fronteira de Bukamal. Ali, o EI conecta suas forças presentes na Síria e no Iraque. Ao menos 30 pessoas morreram, entre eles 12 meninos-soldados. A França também atacou Raqqa em outubro.

A ofensiva aconteceu depois dos ataques do Estado Islâmico a Paris nesta sexta-feira (13/11) que deixou pelo menos 129 mortos e 352 feridos.

A polícia francesa informou que três irmãos franceses estão envolvidos nos ataques terroristas em Paris. Um deles morreu nos atentados, o segundo foi preso e depois libertado na Bélgica, enquanto os serviços de segurança ainda procuram pelo terceiro, que pode estar em fuga pela Europa. A Justiça belga emitiu uma ordem de detenção internacional contra o suposto fugitivo, depois de prenderem sete ligados aos atos terroristas, três no sábado e quatro neste domingo.

Outro homem suspeito ainda é procurado pela polícia francesa, com um recado de que ele é perigoso. Abdeslam Salah, de 26 anos, seria um cidadão francês de origem belga que alugou outro veículo visto perto do Bataclan. Segundo o "El País", ele teria papel logístico e o alerta em busca por ele se estendeu à Espanha.

Outro dos suspeitos é seu irmão, Ibrahim Salah, de 31 anos. Ele morreu nos ataques e foi identificado por causa de um dedo encontrado na casa de show Bataclan. Um terceiro identificado tinha 20 anos e se explodiu no Stade de France.

De acordo com o "New York Times", funcionários de alto escalão contaram que os terroristas teriam se comunicado de maneira criptografada com membros conhecidos do Estado Islâmico na Síria.