Rússia reafirma apoio a presidente sírio Bashar al-Assad

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O presidente russo Vladimir Putin defendeu, nesta terça-feira (15), o apoio militar de seu país à Síria, afirmando que o suporte é necessário para derrotar a organização jihadista Estado Islâmico.

Putin rebateu as críticas de que a Rússia acentuou a crise na região ao ajudar o presidente da Síria, Bashar al-Assad. A ajuda de outros países do Ocidente aos rebeldes sírios teria sido um motivo mais crítico para levar à crise de refugiados na Europa, afirmou o presidente, reunido na cúpula da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSCE), que reagrupa diversas ex-repúblicas soviéticas em Dussambe, Tajiquistão.

"Apoiamos o governo da Síria em sua oposição à agressão terrorista", disse Putin. "Nós prestamos e vamos prestar o apoio técnico e militar necessários, e convocamos que outras nações façam mesmo", declarou. Segundo Putin, sem a ajuda da Rússia, a situação na Síria estaria ainda pior que na Líbia, e o fluxo de refugiados seria ainda maior.

Analistas e organizações afirmam que, além do Estado Islâmico, o governo sírio é responsável pela maior parte das mortes. Emile Hokayem, pesquisador do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, afirmou que Assad é a maior ameaça à segurança da região. "Desde o início, as potências ocidentais fugiram de escolhas difíceis relacionadas à Síria".

Segundo a ONU, a guerra na Síria já matou mais de 220 mil pessoas desde 2011 e mais de 4 milhões de sírios já tiveram que abandonar o país.