Rússia pede para Ocidente 'cooperar' com governo sírio

Medida seria a 'mais eficaz' para derrotar o Estado Islâmico

Por

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, pediu para que os países que fazem parte da coalizão internacional que combate os terroristas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) "cooperem" com o governo sírio em combates terrestres.

    "O EI não pode ser derrotado apenas com ataques aéreos. É preciso cooperar com as forças em terra e o Exército sírio é a força mias eficaz e potente para combater o EI", destacou Lavrov nesta sexta-feira (11).

    O chanceler ainda destacou que seu país "continuará" a fornecer material bélico para a Síria para conseguir "garantir sua capacidade" de defesa na luta contra a "ameaça terrorista".

    Ontem (10), o ministro da Defesa de Israel, Moshe Ya'alon, alertou a comunidade internacional de que tropas russas já estariam no país de Bashar al-Assad para lutar contra os jihadistas. A notícia preocupou o "Ocidente", que considera que o aumento da presença militar só vai piorar o conflito. Liderado pelos Estados Unidos, as nações ocidentais condenam o governo Assad e dizem que as forças oficiais também provocam ataques contra civis. Por diversas vezes, houve denúncias de armas químicas utilizadas contra os opositores e a população. Há ainda o fato de que foram os próprios países ocidentais que armaram a oposição síria, que tentava derrubar o governo do presidente.

    Até o momento, com exceção dos norte-americanos, dos franceses e dos turcos, os membros da coalizão só realizam ataques no Iraque, com o consentimento do governo local.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, destacou que os russos estão enviando apenas especialistas militares para treinar o Exército sírio e equipamentos e que seu país não participará de combates terrestres. Porém, a Rússia já expressou seu apoio à Assad por várias vezes e chegou a declarar, há exatamente um ano, que o ataque dos norte-americanos contra os sírios era uma "agressão" e uma "violação dos direitos internacionais".

    - Discurso na ONU: O conselheiro diplomático de Vladimir Putin, Yuri Ushakov, informou nesta sexta-feira (11) que o presidente russo irá discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas na manhã do dia 28 de setembro. Segundo nota, a fala do mandatário irá incluir temas-chave da agência internacional, entre os quais a necessidade de combater conjuntamente o terrorismo, especialmente na luta contra o Estado Islâmico. (ANSA)