Israel teria espionado negociações entre EUA e Irã

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 O governo de Israel espionou as negociações do ano passado entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear deste último, segundo denúncia publicada pelo site do diário "The Wall Street Journal".    

A operação fazia parte de uma ampla campanha do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para contestar os termos de um eventual acordo alcançado nas tratativas, que ainda estão em curso e também envolvem Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha.    

Além da espionagem, Israel obteve informações por meio de briefings reservados com diplomatas norte-americanos e europeus. No entanto, mais do que as interceptações, o que irritou a Casa Branca foi o fato do país judeu ter compartilhado dados conseguidos ilegalmente com parlamentares dos EUA para enfraquecer o seu apoio às negociações sobre o programa nuclear iraniano.    

"Uma coisa é a espionagem recíproca entre EUA e Israel, outro é o furto de segredos norte-americanos para depois passá-los aos congressistas e minar a nossa diplomacia", disse um alto funcionário do governo dos Estados Unidos. A Casa Branca descobriu a operação quando suas agências de inteligência grampearam comunicações entre israelenses que continham detalhes que só podiam ser provenientes dos colóquios privados entre os dois países. 

"Nós não espiamos os Estados Unidos, nem diretamente e nem por outras vias. Essas informações não estão corretas", declarou o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman.