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Após ataque, Charlie Hebdo volta às bancas da França

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O jornal satírico francês "Charlie Hebdo" voltou às bancas oficialmente nesta quarta-feira (25), mais de um mês após ao atentado contra a redação, o qual deixou 12 pessoas mortas, entre elas jornalistas e cartunistas. Apenas uma edição tinha sido publicada depois do ataque de 7 de janeiro. Nela, o "Charlie Hebdo" dizia perdoar os autores do atentado, os irmãos Said e Chérif Kouachi, que eram islâmicos e tentavam se vingar das charges com o profeta Maomé produzidas pelo jornal. 

A edição de 14 de janeiro se esgotou em poucos minutos nas bancas de toda a Europa, com uma tiragem de oito milhões de exemplares. A publicação de hoje, por sua vez, não registrou tanta procura na França durante a manhã desta quarta-feira. Para a edição número 1179, a tiragem foi de 2,5 milhões de cópias.

A capa do jornal, toda vermelha e com ilustrações em branco e preto, retrata um cachorro que foge, com uma edição do "Charlie" entre os dentes, de um bando de pessoas e animais. Dá para identificar os rostos do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, do papa Francisco e da líder de extrema direita francesa Marine Le Pen. No desenho, também há a figura de um jihadista negro.

Logo após o atentado, o Papa chegou a criticar o "Charlie" por desrespeitas algumas religiões. A charge de capa foi assinada por Laurent Sourisseau, conhecido como "Riss". Ele foi um dos feridos no atentado e recebeu a nomeação de novo diretor do Charlie, em substituição a "Charb", morto no ataque. O atentado contra o "Charlie Hebdo" chocou todo o mundo e fez a Europa adotar medidas mais restritivas contra terroristas e suspeitos de extremismo islâmico.