☰

Renzi media reunião entre Putin e Poroshenko

Por

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, se disse otimista com o encontro entre o presidente russo, Vladimir Puitn, e o seu colega ucraniano, Petro Poroshenko, sobre a crise ucraniana realizado nesta sexta-feira (17) em Milão. "Acredito que demos um passo adiante ainda que existam algumas diferenças", afirmou Renzi em uma conferência de imprensa após o encontro realizado à margem do Fórum Econômico Ásia-Europa (Asem).    

O premier italiano destacou a intenção dos países europeus em resolver a crise no leste ucraniano.    

Existe a possibilidade por parte dos países europeus em colaborar para "o controle das fronteiras na Ucrânia inclusive de aviões não tripulados, hoje temos a disposição novas tecnologias. Não podemos aceitar a instabilidade na Ucrânia, mas precisamos envolver a Rússia nas grades questões internacionais.    

O papel da Rússia poderia ser muito importante em crises como o ebola, o Exército Islâmico [EI, ex-Isis], Síria, Iraque, Líbia e outros", destacou ele.    Em um segundo encontro, com a presença também da chanceler alemã, Angela Merkel, do presidente francês François Hollande, do primeiro-ministro britânico, David Cameron, do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompy e do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, as divergências sobre as soluções para a crise ucraniana se fizeram mais presentes.    

Apesar das várias divergências que aparecem entre os líderes dos vários países o premier italiano aponta que existem progressos para se chegar a uma solução ainda que não sejam imediatos.    

"Vladimir e Petro discutiram de forma clara e franca. Não haverá um progresso imediato e por estas razões espero que nas próximas horas, nos próximos dias e nas próximas semanas, caminharemos para alcançar um ponto crucial da crise na Ucrânia. Destacamos um sentido de urgência", afirmou Renzi.    Por sua vez, o presidente russo definiu o encontro como "bom, positivo", porém o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, destacou que os encontros "são de fato difíceis, cheios de incompreensões, e sem acordos, com alguns países que não expressaram um desejo de entender o estado real das coisas no leste da Ucrânia".    Já o presidente ucraniano demonstrou um certo ceticismo e declarou "não estar muito otimista" com o resultados dos encontros.    

Por sua vez, o presidente da Comissão Euroepia revelou que o encontro destacou "que a coisa mais importante é a atualização do protocolo de Minsk, a implementação dos acordos de paz acordados em Minsk é essencial para criar confiança entre as partes envolvidas".    

Os líderes dos países acordaram sobre uma verificação do cessar-fogo, sobre a necessidade de realizar eleições no leste da Ucrânia e no pleno respeito a lei ucraniana, além do controle e monitoramento da situação nas fronteiras. Caos estes pontos não sejam respeitados o premier britânico deixou claro que a "União Europeia, incluindo o Reino Unido, deve manter as sanções e as pressões" contra a Rússia. O plano de paz acordado em Minsk no começo de setembro entre a Rússia e a Ucrânia, prevê a concessão de um status especial de autogoverno, a realização de eleições locais no leste ucraniano, o cessar-fogo na região e a troca de prisioneiros.    

Ainda hoje haverá um encontro entre Putin, Poroshenko, Hollande e Merkel.

PUTIN E MERKEL

Na noite de ontem (16) o presidente russo e a chanceler alemã se reuniram em Milão em um encontro que durou cerca de duas horas e meia no qual se tratou a crise na Ucrânia e o fornecimento de gás para a Europa.    Moscou destacou que Putin e Merkel continuam divergindo sobre os temas tratados. "Ainda restam sérias divergências sobre os motivos do conflito interno ucraniano e sobre as causas principais do que acontece atualmente".