'Dia de fúria': mais um dia de confrontos no Egito deixa mortos e feridos

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Novos protestos de partidários do presidente islamita deposto Mohamed Mursi nesta sexta-feira (16), no Egito, deixam dezenas de mortos. As manifestações - que estão sendo chamadas de "Dia de fúria" - foram convocadas após o massacre de quarta-feira (14), quando mais de 600 pessoas morreram em confronto.

O Exército do Egito reforçou a segurança na capital Cairo, nas áreas ao redor da Praça Tahir e nas pontes sobre o Nilo, após simpatizantes de Mursi organizaram protestos em vários pontos da cidade ao longo do dia.

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A onda de violência no Egito gerou reações, inclusive, do papa Francisco que pediu paz, diálogo e reconciliação. Gehad El Haddad, um dos líderes da Irmandade Muçulmana que apoia Mursi, disse que as manifestações são uma “reação contra o golpe de Estado” que destituiu o presidente.