Países assinam nesta segunda-feira o Tratado sobre Comércio de Armas
Com uma cerimônia na sede das Nações Unidas, na manhã desta segunda-feira, os países-membros da organização começam a assinar o Tratado sobre Comércio de Armas. O documento foi adotado pela Assembleia Geral em abril, em um feito considerado "histórico" pelo chefe da ONU, Ban Ki-moon.
O tratado regulamenta o comércio internacional de munições e armas convencionais, como as de pequeno porte, tanques de batalha, aviões de combate e navios de guerra.
Segundo a ONU, o acordo busca a paz e a segurança, colocando um fim no fluxo instável de armas para regiões em conflito. A organização acredita que assim, será possível prevenir que os armamentos cheguem a senhores de guerra, piratas, grupos rebeldes e gangues.
A ONU lembra que as armas leves são a principal escolha durante conflitos internos e episódios de violência armada, mas armas pesadas também estão sendo usadas contra civis. Por isso, é importante que o tratado cubra o comércio de todo tipo de armamento.
O Tratado sobre Comércio de Armas precisa ser assinado e ratificado por pelo menos 50 países. O documento entra em vigor 90 dias após o número mínimo de assinaturas.
A alta representante das Nações Unidas para Assuntos do Desarmamento, Angela Kane, irá abrir o evento, na sala do Conselho de Tutela. Durante a cerimônia, os países poderão assinar o documento, que ficará disponível na sede das Nações Unidas até que entre em vigor.
