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Na Sexta-Feira Santa, padre pede que papa conduza Igreja de volta às origens

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Na primeira celebração da Sexta-Feira da Paixão comandada pelo papa Francisco, o discurso do padre capuchinho Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifical, fez duras críticas à atual organização da Igreja Católica. O sacerdote pediu que o sumo pontífice "conduza [a Igreja] à simplicidade e à linearidade de suas origens".

Cantalamessa comparou a Igreja Católica a um "edifício antigo", sob os olhares graves do papa, que vestiu a casula vermelha com as cores da Paixão. Para ele, todas as mudanças que a instituição assimilou para acompanhar as mudanças da sociedade hoje são prejudiciais:

"No decorrer dos séculos, para se adaptar às exigências do momento, os velhos edifícios foram enchidos de divisões, de escadas, de salas". No entanto, segundo ele, as adequações "não correspondem mais às exigências. É preciso ter coragem para colocar tudo isso abaixo", destacou, pedindo a Francisco: "Vá e reforme a minha casa".

O padre capuchinho ainda se manifestou contra  "os muros divisores, o excesso de burocracia, os restos de aparatos, leis e controvérsias passadas, que se tornaram simples detritos".

Uma imagem de Cristo foi levada até Francisco, que a tocou com delicadeza e beijo o rosto de Jesus Cristo.

À noite, o papa vai comandar a cerimônia da Via Sacra, no Coliseu Romano. O Vaticano não descarta a possibilidade de que ele carregue a cruz em uma das 14 estações da Via Sacra.