Itália discute melhor data para eleições gerais de 2013
A ministra do Interior da Itália, Annamaria Cancellieri, afirmou nesta quarta-feira que o país tem condições de agendar para 17 de fevereiro as eleições gerais, mas que, para evitar imprevistos, seria melhor marcar para 24 de fevereiro.
A declaração de Cancellieri faz parte de uma carta entregue ao presidente italiano, Giorgio Napolitano. O chefe de Estado, por sua vez, pediu para que "as campanhas eleitorais não se prolonguem excessivamente". A incerteza sobre a data das eleições na Itália tem agitado o cenário político local, já que o primeiro-ministro Mario Monti ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de lançar uma candidatura.
Ele, porém, anunciou que renunciará ao cargo assim que a lei orçamentária para 2013 for aprovada - atitude fundamental para que Monti possa apresentar uma candidatura e iniciar sua campanha.
O Povo da Liberdade (PDL), legenda do ex-premier Silvio Berlusconi, tinha pedido para que as eleições fossem adiadas em uma ou duas semanas. "A data de 24 de fevereiro é a mais adequada para realizar os comícios sem apuros. Mas o mundo não vai acabar se eles ocorrerem uma semana antes ou uma depois", disse o secretário do PDL, Angelino Alfano. Berlusconi, que renunciou ao cargo em novembro do ano passado em meio a uma crise financeira, anunciou recentemente sua intenção de concorrer no pleito de 2013.
