Especialistas contestam segurança de votação americana pela internet
Nas próximas eleições dos Estados Unidos, cerca de 3,5 milhões de eleitores de 32 estados e do Distrito de Columbia poderão usar a internet para a votação em pelo menos uma parte do processo. A maioria deles faz parte do serviço militar que está em campanha no exterior, segundo informações publicadas pelo site da CNN.
Para especialistas, como o cientista de computação do Lawrence National Laboratories, a votação online aberta ainda é um perigo para o processo democrático. "Do ponto de vista da segurança, é uma coisa louca para se fazer", disse à revista Computerworld, em março.
"A maior preocupação que tenho sobre votação pela Internet é que não sabemos como fazê-lo de forma segura. Parece maravilhoso, mas é um paradoxal. Nós não temos especialistas em Internet que saibam como proteger grandes pedaços de Internet a partir de ataque", avalia Ron Rivest, um especialista em criptologia e professor no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em uma entrevista no ano passado na Central Connecticut State University.
Entretanto, ainda há preocupações sobre as máquinas de votação em uso atualmente. "Esta é uma questão de segurança nacional. Ele realmente deve ser tratado pelo Departamento de Segurança Interna", disse Roger Johnston, engenheiro de sistemas do Argonne National Laboratory, em Chicago.
Johnston levou uma equipe do Laboratório Nacional Argonne, em Illinois, um braço de pesquisa do Departamento de Energia dos EUA, em um dos mais perturbadores ataques às urnas eletrônicas até então, na visão de Brad Friedman, proprietário do Blog Brad e um crítico veemente sobre o tema da segurança da máquina de votação. Para eles, hackear essas máquinas é barato, custaria cerca de US$ 10,50 em peças e "uma educação científica de oitava série".
Americanos vão às urnas
Os americanos escolhem nesta terça-feira seu presidente. O atual mandatário, o democrata Barack Obama, disputa a preferência dos eleitores com o republicano Mitt Romney. Diferente do Brasil, as eleições americanas são indiretas. O candidato mais votado em cada Estado leva todos os seus delegados. No fim, o candidato com maior número de delegados - e não de votos - sai vencedor.
