Ataque que matou embaixador dos EUA foi vingança da al-Qaeda
Grupo terrorista informou que ataque na Líbia foi resposta à morte de Abu Yehia al Libi
O ataque que causou a morte do embaixador dos Estados Unidos na Líbia, J. Christopher Stevens, foi vingança pelo assassinato do “número dois” da Rede AL-Qaeda, Abu Yehia AL Libi, segundo informou o grupo terrorista neste sábado (15).
Al Libi foi assassinado em junho num ataque dos Estados Unidos ao Paquistão. O grupo terrorista disse que sua morte “é o fogo que queimou os inimigos da nação muçulmana”, de acordo com um comunicado veiculado em uma página na internet que costuma ser utilizada pelos islâmicos.
A investida contra o consulado americano aconteceu na terça-feira (11), mesmo dia em que começaram os ataques de multidões islâmicas a representações diplomáticas dos EUA por conta da divulgação de um vídeo americano que seria ofensivo à religião muçulmana, segundo os islamitas.
Investidas
Neste sábado, a al-Qaeda na Península Arábica reforçou o pedido para que os muçulmanos continuem a se unir nos protestos e consigam fechar as embaixadas dos EUA em seus países, segundo informou comunicado do grupo terrorista.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou qualquer manifestação que ofendesse o Islã, e disse que não há justificativa para ataques às embaixadas dos EUA. "Nunca há qualquer justificativa para a violência... Não há desculpa para ataques contra nossas embaixadas e consulados", disse o presidente em discurso no rádio neste sábado.
No Afeganistão, o parlamento solicitou aos EUA a proibição do filme e o julgamento de seus produtores. Um suspeito de realizar o filme foi levado para interrogatório por autoridades de Los Angeles, nos EUA. Segundo autoridades americanas, o homem é condenado por fraude bancária e está sendo investigado por uma possível violação de liberdade condicional. No entanto, os EUA afirmaram que não investigam o projeto do vídeo porque a simples produção do filme não é considerada um crime no país.
Protestos
Ao redor do mundo, as manifestações contrárias ao filme continuaram neste sábado, segundo as agências internacionais. No Paquistão, islamistas protestaram gritando contra os EUA e afirmando que estão prontos para "dar a vida pelo profeta". No Egito, centenas de pessoas entraram em conflito com a polícia perto da embaixada americana no Cairo. Nesta sexta-feira, o presidente Mohammed Morsi pediu, em rede nacional de televisão que os muçulmanos não atacassem as representações diplomáticas americanas.
No Afeganistão, universitários queimaram figuras de Barack Obama e gritaram frases como "morte aos EUA". Na Índia, cartazes de Obama e bandeiras dos EUA foram queimados nas ruas. Em Doha, no Catar, houve protestos pacíficos.
Na Austrália, a polícia precisou usar gás lacrimogênio e spray de pimenta para conter manifestantes em Sidney. O protesto teve início próximo ao consulado americano.
Com agências internacionais
