Annan diz que conflito na Síria ameaça Oriente Médio e o mundo
A violência política na Síria é uma ameaça de crise para Oriente Médio e para o mundo. A afirmação é do enviado especial da ONU e da Liga Árabe ao país, Kofi Annan.
Ele discursou durante uma reunião de emergência do Grupo de Ação para a Síria. Ao encontro compareceram representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, além de integrantes do Catar, do Iraque e do Kwait.
Plano de Seis Pontos
Na reunião, neste sábado em Genebra, Annan disse que a situação jamais deveria ter chegado aonde está. Ele reconheceu que o Plano de Seis Pontos, que propôs um cessar-fogo em 12 de abril, não foi implementado.
Segundo Kofi Annan, nada pode ser feito sem a participação da China e da Rússia; os dois países se opuseram a várias resoluções do Conselho de Segurança que pediam ações mais contundentes para acabar com a matança na Síria.
Organizações de direitos humanos afirmam que pelo menos 13 mil pessoas já morreram no país desde o início das manifestações pró-democracia em março de 2011.
"Forças Externas"
Para o presidente sírio, Bashar al Assad, seu país está sendo alvo de uma campanha de "forças externas e de terroristas".
No mês passado, mais de 100 pessoas incluindo mulheres e crianças foram mortas em ataques no vilarejo de Houla.
O enviado especial Kofi Annan agradeceu a presença do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, ao encontro deste sábado, assim também como o líder da Liga Árabe.
Ele encerrou dizendo que se a comunidade internacional permanecer dividida, as chances de sucesso irão diminuir. Annan afirmou que, embora tenham manifestado apoio ao plano de paz, alguns países tomaram decisões isoladas, o que segundo ele "minaram o trabalho do enviado especial."
