No Egito, termina primeiro turno das eleições presidenciais
A votação para as eleições presidenciais no Egito terminou às 21h (16h de Brasília), encerrando o primeiro turno no país. A data oficial para ser divulgado o resultado da eleição é na próxima terça-feira (29). Caso nenhum candidato vença por mais de 50% dos votos válidos, será disputado um segundo turno, em 16 e 17 de junho.
O presidente da Comissão Suprema Eleitoral Presidencial, Faruq Sultan, disse que a votação continuará até que o último eleitor dentro dos colégios eleitorais consiga exercer seu direito de voto. Sultan também assegurou que os resultados serão anunciados após recontagem do Comitê Eleitoral Paralelo, formado por juízes, mas criticou o órgão.
“Este comitê não possui nenhuma relação com a Comissão Eleitoral e sua atuação infringe a lei e causa confusão na opinião pública”, afirmou Sultan.
Após o fim das eleições, as campanhas dos principais candidatos publicaram pesquisas de boca de urna, que apontam o presidente do Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, como líder da disputa.
Outros candidatos são: Abdel Moneim Abol Fotouh, político islâmico independente; Moussa, que foi chanceler do governo Mubarak nos anos 1990, e depois dirigiu a Liga Árabe; e o esquerdista Hamdeen Sabahy, 57.
Apesar do resultado parcial revelado pelas campanhas, agências interncionais afirmam que não nenhuma pesquisa confiável para indicar o ganhador.
O Conselho Eleitoral disse que cada colégio eleitoral vai anunciar o resultado e o número de votos que conseguiu cada candidato na presença de representantes dos aspirantes à presidência e membros de organizações civis.
Tranquilidade
As autoridades egípcias informaram, ainda, que quase não foram registrados incidentes, apenas poucas irregularidades. O cenário é oposto ao das eleições anteriores, as legislativas realizadas entre o final de 2011 e começo de 2012, onde houve várias acusações de irregularidades. O Comitê Eleitoral Paralelo expressou que alguns militantes foram detidos por propaganda eleitoral fora do prazo e não há provas que apontem para fraude no processo.
Mais de 50 milhões de egípcios foram convocados às urnas para escolher o primeiro presidente da era democrática no Egito.
