Começa neste sábado julgamento de acusados pelos ataques de 11/9 

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Depois de nove anos de empasses político-judiciais, os acusados pelo atentado de 11 de setembro de 2011, que derrubaram as Torres Gêmeas em Nova York, irão a julgamento na base de Guantánamo, em Cuba, neste sábado. Este é o pontapé inicial para um processo que há muito tempo é esperado pela população americana, pelo governo do país e pelos familiares das vítimas.

O presidente americano, Barack Obama, queria que o julgamento ocorresse em Manhattan, muito perto de onde estavam as Torres Gêmeas. Ele foi, no entanto, impedido pela oposição republicana no Congresso, que bloqueou a transferência a território americano de acusados de terroristmo.

Quem são os acusados

Khaled Cheij Mohamed, um kwaitiano de 47 anos é o o autoproclamado cérebro dos atentados. Ele, ao lado de quatro cúmplices, se apresentarão pela segunda vez no sábado a um tribunal militar de exceção - criado há 11 anos pelo ex-presidente George W. Bush -, depois que o procedimiento foi interrompido com a eleição de Barack Obama que queria enviá-los frente à Justiça ordinária.

Os demais participantes são o iemenita Ramzi ben al-Chaiba, o paquistanês Alí Abd al-Aziz Alí, apelidado de Mohamed al-Baluchi, e os sauditas Walid ben Attach e Mustafah al-Hussawi. Eles serão acusados de "serem responsáveis pela preparação e execução dos atentados de 11 de setembro em Nova York, Washington e Shanksville (Pensilvânia), que mataram 2.976 pessoas", segundo o Departamento de Defesa americano.

Famílias das vítimas querem justiça

Os representantes das famílias presentes na base naval americana em Cuba foram selecionados por sorteio para assistir ao julgamento deste sábado.

Na sexta-feira, elas expressaram o desejo de justiça, um dia antes do início do julgamento em Guantánamo contra os cinco acusados dos ataques de 2001 nos Estados Unidos. As demais famílias poderão acompanhar a audiência em telões gigantes colocados em quatro bases militares em solo americano.

Caso sejam declarados culpados, os acusados enfrentarão pena de morte. "Não estou impaciente para tirar a vida de alguém, mas (os atentados) foram a coisa mais horrível, mais asquerosa, mais odiosa que jamais imaginei", disse Cliff Russell, que perdeu seu irmão, um bombeiro, na queda das Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York.

Tara Henwood, que também perdeu seu irmão nos atentados, declarou que (o julgamento) "acontece onde deve acontecer". "Está aqui por uma boa razão", disse. "Dez anos é muito para esperar que haja justiça", completou.

Histórico

A manhã do dia 11 de setembro de 2001 entrou para História como o maior ataque terrorista ocorrido em solo americano. O grupo terrorista Al Qaeda, liderado por Osama Bin Laden, morto há pouco mais de um ano, conseguiu driblar o forte esquema de segurança dos EUA.

O atentado atingiu o principal símbolo político do país, o Pentágono, e destruiu os 110 andares do maior conjunto comercial do mundo, as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Quatro aviões foram usados como mísseis deixando cerca de 3 mil mortos, dos quais 19 eram sequestradores.

Após os atentados, o ex-presidente dos EUA George W. Bush declarou guerra ao terror, iniciando uma longa ocupação no Afeganistão e intervenção no Iraque, o que culminou com a execução do ditador Saddam Husseim

Com Portal Terra