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Cúpula das Américas pode não ter declaração final, diz chanceler 

O impasse envolvendo a participação de Cuba impediu a formulação de um texto final para o encontro  

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CARTAGENA DAS ÍNDIAS, 14 ABR (ANSA) - A 6ª Cúpula das Américas pode não ter uma declaração final devido à oposição exercida pelos Estados Unidos e pelo Canadá contra a participação de Cuba.

"Lamentavelmente, Estados Unidos e Canadá vetaram dois artigos sobre Cuba e, assim, terminou a discussão. Não há declaração, porque, por ter um só voto contra Cuba, não tem declaração", disse o ministro argentino das Relações Exteriores, Héctor Timerman, após uma reunião de chanceleres.

Os diplomatas dos países participantes do evento queriam que a declaração final tivesse trechos sobre o fim do veto à participação de Cuba na Cúpula das Américas.

O chanceler uruguaio, Luis Almagro, disse, por sua vez, que o tema deve ser debatido no encontro de presidentes, o que não descarta a possibilidade deles chegarem em um consenso e "definirem algum tipo de declaração".

Mas o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que é possível que o apoio dado a Cuba por todos os outros países gere um "documento final, que não seria a declaração".

"O que está claro é que temos duas Américas: uma, que é a nossa, uma América mestiça, irmã, solidária, onde todos se respeitam, e outra, que tem uma visão arcaica, obsoleta, imperialista", disse Maduro.

Cuba é o único país da América que não participa da Cúpula, criada em 1994. Neste ano, porém, a maioria dos presidentes da região ameaçou não participar da próxima edição caso Havana continuasse vetada.