Anistia e HRW pedem resolução firme da ONU sobre a Síria
As ONGs Anistia Internacional e Human Rights Watch enviaram nesta quarta-feira uma carta aos 193 países membros da Assembleia Geral da ONU para pedir uma resolução firme contra a repressão na Síria, onde calculam que 607 pessoas morreram desde o dia 3 de fevereiro.
Uma votação, de caráter mais simbólico, está prevista para quinta-feira na Assembleia, sobre uma resolução que, entre outras coisas, pede ao regime sírio o fim da repressão contra os civis.
Em sua carta, ambas as ONGs pedem que a Assembleia Geral condene as violações dos direitos humanos por parte das autoridades sírias (e) destaque a necessidade de pôr fim à impunidade dos responsáveis por esses atos.
A Anistia e a Human Rights Watch (HRW) argumentam que o duplo veto emitido por Rússia e China na votação de uma resolução no Conselho de Segurança dia 4 de fevereiro, "encorajou o governo sírio" a dar continuidade à repressão. "Por isso é indispensável que a Assembleia Geral diga forte e claro que a grande maioria dos países não abandonaram o povo sírio".
"Segundo informações obtidas em campo pela Anistia Internacional, pelo menos 607 pessoas foram assassinadas na Síria desde o dia 3 de fevereiro, das quais 377 na cidade de Homs (centro)", diz a carta.
Entre as vítimas estão numerosas crianças, destacam as duas organizações de defesa dos direitos humanos, detalhando que a Anistia Internacional recebeu os nomes de 375 crianças assassinadas desde o começo da repressão em março de 2011, e que desde o dia 3 de fevereiro, foram assassinadas 45 crianças, entre elas, 29 em Homs.
