Meio-irmão de princesa morre após salvar filho em tiroteio
O meio-irmão da princesa Mette-Marit da Noruega foi identificado como uma das 68 vítimas do massacre na ilha de Utoya, anunciou a Casa Real norueguesa nesta segunda-feira. Trond Berntsen, 51 anos, estava trabalhando como segurança na ilha, onde cerca de 600 jovens do Partido Trabalhista estavam reunidos em um acampamento, quando ele e o filho foram alvejados por Anders Behring Breivik. As informações são do jornal The Guardian.
>> Atirador era vigiado por serviços de segurança
De acordo com jornais locais, Bernsten estava desarmado, mas conseguiu proteger o filho de 10 anos antes de cair baleado. Ele era filho do segundo marido da mãe de Mette-Marit, que se tornou princesa em 2001 após se casar com o príncipe-herdeiro Haakon.
As autoridades ainda não divulgaram a lista completa de mortos e desaparecidos. Cerca de 40 policiais trabalham para identificar os corpos em Utoya.
Tragédia na Noruega
A Noruega viveu na última sexta-feira, dia 22, a maior tragédia do país desde a Segunda Guerra Mundial. Dois atentados deixaram, até o momento, um saldo de 76 mortos. As autoridades chegaram a divulgar que 93 pessoas tinham morrido nos ataques, mas revisaram os dados e informaram um novo balanço na segunda, dia 25. Primeiro, uma bomba explodiu no centro da capital, Oslo, na região onde estão localizados vários prédios governamentais, inclusive o escritório do premiê, Jens Stoltenber. Oito pessoas morreram, mas a polícia admite que possa haver corpos não resgatados nos prédios.
A segunda tragédia aconteceu na ilha de Utoya, próxima à capital. Lá, Anders Behring Breivik, um homem de 32 anos vestido com uniforme da polícia, abriu fogo contra jovens reunidos em um acampamento de verão. Ao menos 68 morreram, a maioria pelos tiros disparados. Alguns outros morreram afogados após tentarem fugir nadando. Anders foi detido logo depois, pela polícia, e admitiu o crime. O atirador, que é ligado à extrema-direita e publicou um manifesto na internet chamando à violência contra muçulmanos e comunistas, também tem envolvimento no ataque em Oslo.
