Escutas ilegais: outro alto funcionário da Scotland Yard pede demissão
Um segundo alto funcionário da Scotland Yard, John Yates, que negou a reabertura da investigação sobre o escândalo das escutas telefônicas em 2009, se demitiu nesta segunda-feira, segundo um comunicado da polícia britânica.
O número um da Scotland Yard, Paul Stephenson, demitiu-se no domingo. Criticado por sua atitude no caso dos grampos telefônicos do grupo Murdoch, anunciou a sua demissão durante uma entrevista coletiva à imprensa transmitida ao vivo pela televisão.
"Tomei esta decisão em razão das especulações e das acusações sobre as ligações entre a Metropolitan Police e a News International", divisão britânica do grupo Murdoch, e "em particular com Neil Wallis", ex-chefe de redação adjunto do News of the World, declarou Paul Stephenson.
"Informei minha intenção de deixar o cargo de Comissário Chefe do Serviço da Polícia Metropolitana nesta tarde ao secretário de Interior e ao prefeito", disse Stephenson em um comunicado.
"Eu e as pessoas que me conhecem sabemos que minha integridade está totalmente intacta", disse Stephenson. Revelações da imprensa deixaram Stephenson em uma situação delicada por seus supostos vínculos com pessoas do grupo de Murdoch. Segundo a imprensa britânica, Stephenson passou cinco semanas em um luxuoso hotel no início do ano, no qual trabalhava o ex-diretor adjunto do News of the World, Neil Wallis, como relações públicas.
Wallis, que foi detido na semana passada, também trabalhou como consultor em relações públicas no Scotland Yard apenas dois meses depois de ter abandonado o tabloide. "Permita-me dizer claramente: eu e as pessoas que me conhecem sabemos que minha integridade está totalmente intacta", disse Stephenson. "Eu gostaria que tivéssemos feito as coisas de maneira diferente, mas minha integridade pessoal não me tirará o sono", afirmou.
