Mais 12 mortos nas manifestações na Síria

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DAMASCO - As forças de segurança dispararam nesta sexta-feira contra milhares de manifestantes que protestavam contra o regime do presidente Bashar al-Assad em várias cidades da Síria, e mataram 12 pessoas, segundo ativistas pró-direitos humanos.

"Cinco pessoas morreram em Homs (centro), duas em Harasta (na periferia de Damasco) e duas em Deir Ezzor (leste) quando as forças de segurança dispararam contra os manifestantes", declarou à AFP o presidente do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdel Rahman, em telefonema, precisando que em Homs se reuniram 5.000 manifestantes.

Além disso, "duas pessoas morreram em Dael (sul) e uma em Duma (15 km ao norte de Damasco) vítimas de disparos das forças de segurança sobre os manifestantes", segundo ativistas que preferiram não se identificar.

Centenas de pessoas foram dispersadas à força em Sueidat, cidade do sul do país de maioria drusa, segundo Rahman. Também houve protestos na região de Damasco, Deraa (sul), Jableh (oeste), na cidade de Sarakeb (noroeste), Rastan (centro), Ksayr (centro), Maarat el Naaman (oeste), Talbisseh (centro), Latakia (oeste) e Mayadin (leste).

O ativista Hasan Berro explicou, que mais de 3.000 pessoas se manifestaram em Amuda (norte), pedindo liberdade, democracia e reconhecimento constitucional do povo curdo. Outras 4.000 o fizeram em Qamishli (noroeste) e 1.500 em Ras el Ayn (noroeste).

Nas manifestações de sexta-feira passada, mais de 25 pessoas morreram. As restrições impostas pelo regime à imprensa, à ONU e às organizações humanitárias impedem toda verificação independente destas informações.

No total, desde o começo dos protestos, no dia 15 de março, cerca de 10.000 sírios se refugiaram na Turquia. Outros milhares deixaram suas casas e estão do lado sírio da fronteira. Ancara lhes prometeu assistência humanitária.

A atriz americana Angelina Jolie, embaixadora da boa vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), reuniu-se nesta sexta-feira na fronteira com refugiados que gritavam "Abaixo o regime sírio", no campo de Altinözü, sul da Turquia.

A repressão causou mais de 1.200 mortos e mais de 10.000 pessoas foram detidas desde o dia 15 de março, segundo ONGs e a ONU.