Obama condena 'violência revoltante' após mortes na Síria

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou "o recurso revoltante à violência" praticado pelo governo da Síria contra os manifestantes, e pediu ao regime de Bachar al-Assad que suspenda "imediatamente" a repressão, após a morte de mais de 90 pessoas nos protestos desta sexta-feira.

Protestos irradiam por norte africano e península arábica

No dia 16 de dezembro de 2010, em ato de protesto contra o governo, um jovem desempregado morreu após imolar-se em público na capital da Tunísia. Poucas semanas depois, uma onda de protestos por melhores condições varreu o país, culminando na deposição do presidente Ben Ali. Em fevereiro, o mesmo sentimento popular tomou corpo no Egito, onde a população manteve protestos massivos até a renúncia de Hosni Mubarak.

Estes feitos irradiaram pelo norte africano e pela península arábica. Na Líbia, protestos desembocaram em uma violenta guerra civil entre rebeldes e forças de Muammar Kadafi, situação que levou a comunidade internacional a intervir no país. Mais recentemente, Iêmen e Síria vêm vivendo protestos de maior vulto. Argélia, Bahrein, Jordânia, Marrocos e Omã também vêm sendo palco de contestação política.