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Obama faz visita surpresa ao Afeganistão

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz uma visita surpresa ao Afeganistão, onde se reúne com o presidente Hamid Karzai para discutir assuntos estratégicos com o chefe do Comando Conjunto Central dos EUA, o general David Petraeus. 

Obama visitou soldados americanos e, em seu discurso, disse que eles vão "sair vitoriosos em sua missão", advertindo para dias difíceis que estão por vir, no combate aos talibãs.

"Graças a você, realizamos progressos importantes. Vocês protegem o seu país, alcançam seus objetivos. Dissemos que vamos quebrar o elo dos talibãs. Vocês estão prestes a fazê-lo", afirmou o presidente aos militares, reunidos no hangar da grande base aérea americana, a 50 km da capital Cabul.

Obama, que entregou antes medalhas a soldados feridos, no hospital da base, destacou a emoção desta visita.

"Não digo a vocês nada que não saibam sobre a dificuldade do combate. Acabo de visitar o centro médico. Vi nossos guerreiros feridos (...) conversei com o pelotão que perdeu seis de seus integrantes num ato de violência insensata", acrescentou.

"É um trabalho difícil. Os progressos serão muito lentos", afirmou.

De acordo com as informações da AFP, o avião presidencial dos Estados Unidos, o Air Force One ficará apenas seis horas em solo afegão.

Obama ficará na base aérea de Bagram, a 50 km de Cabul, onde falará, com o presidente afegão. O mau tempo na região impede o deslocamento, de helicóptero, para a capital, segundo a Casa Branca.

Trata-se da segunda visita de Obama ao Afeganistão, desde a posse, em janeiro de 2009. A precedente ocorreu no final de março passado.

A viagem do presidente norte-americano acontece em um momento delicado, devido ao vazamento das informações do site WikiLeaks em que o governo Karzai estaria com fortes indícios de corrupção na sua administração, o que enfraqueceria a influência americana junto ao governo local e ao combate às tropas talibãs na região.

Entretanto, a Casa Branca afirma que a visita de Obama às bases norte-americanas são ligadas a uma reunião com os integrantes das Forças Armadas que estão no país, como um gesto de agradecimento aos soldados que se sacrificam pelos Estados Unidos.

Com agências internacionais