Unicef: crianças são as mais afetadas pelo bloqueio a Gaza
Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu sexta-feira o levantamento imediato do bloqueio que Israel mantém desde 2006 contra Gaza, apesar de Israel ter deixado bem claro que vai mantê-lo, dizendo que o levantamento do embargo tornaria Gaza uma base para mísseis iranianos que ameaçariam tanto Israel como a Europa.
De acordo com a porta-voz da Unicef, Christiane Berthiaume, as crianças são mais da metade da população que está retida na região palestina e quem mais sofre as consequências do isolamento. Berthiaume denunciou a situação dos 800 mil menores que vivem em Gaza, que, a seu julgamento, piora a cada dia.
Denunciou também que, no ano passado, pelo menos nove crianças morreram por não terem acesso a tratamentos hospitalares adequados e por não serem autorizadas a sair do território bloqueado. A cifra de crianças desnutridas em Gaza dobrou em 2009, segundo dados recentes, citados pela Unicef.
Berthiaume assinalou que desde o mês de janeiro há um carregamento com material escolar parado na fronteira sem poder chegar ao território palestino devido ao bloqueio de Israel, somente por conter compassos e periscópios.
Educação
A porta-voz lamentou a situação deplorável das escolas que fazem dois turnos para poder dar aulas a todos os alunos na única sala de aula disponível.
Não se construiu um só colégio nos dois últimos anos porque a entrada de cimento está proibida criticou.
Israel está sob crescente pressão para levantar o cerco ao território desde a tragédia que envolveu a Frota da Liberdade. O gabinete israelense reuniu-se na quinta-feira em busca de soluções criativas nas palavras do próprio premiê, Benjamin Netanyahu ao bloqueio à Faixa de Gaza.
Segundo o jornal israelense Haaretz, Israel estaria considerando a possibilidade de envolver organizações internacionais no processo de inspeção dos carregamentos enviados a Gaza.
