Seis potências reúnem-se para discutir sanções ao Irã

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Agência AFP

NOVA YORK - Os representantes das seis potências mundiais envolvidas no caso iraniano reiniciaram nesta quarta-feira na sede da ONU a negociação sobre um projeto com novas sanções a Teerã, por conta de seu polêmico programa nuclear.

Os embaixadores dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, Estados Unidos, França, Grã Bretanha e Rússia), além da Alemanha, negociam uma proposta americana para fixar sanções contra o Irã por se negar a suspender seu programa de enriquecimento de urânio, suspeito de ter fins bélicos.

"Temos uma opinião muito importante centrada na diplomacia", declarou o delegado chinês na ONU, Li Baodong, quando estava a caminho da reunião.

O projeto de resolução americano prevê medidas contra os Guardas da Revolução iranianos, a força de segurança que depende diretamente do líder supremo da República Islâmica.

Além disso, estabelece sanções contra o regime em setores como armas, energia, navegação marítima e finanças, afirmou antes da reunião um diplomata próximo ao caso.

O encontro desta quarta-feira, celebrado a portas fechadas na sede da delegação americana na ONU, é a continuação de uma reunião semelhante realizada na semana passada.

O Conselho de Segurança já adotou três resoluções com sanções contra o Irã para que o país suspendesse suas atividades nucleares sensíveis, em especial o enriquecimento de urânio.

Mas o governo iraniano, que defende os fins civis de seu programa e nega as acusações de pretender obter a bomba atômica, ignorou todas.

Mais cedo, o diretor político do Departamento de Estado, William Burns, afirmou que os Estados Unidos trabalham "duro para adotar medidas concretas" que permitam "reforçar e ampliar as sanções já tomadas" e apontar, assim, "os centros de decisões estratégicos" do Irã.