Prodi rejeita mundo empresarial e prefere dar aulas na China

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Agência AFP

ROMA - O ex-primeiro-ministro italiano Romano Prodi recusou diversas ofertas para trabalhar como executivo de empresas importantes e preferiu dar aulas na China, como afirmou à AFP.

Depois de deixar o mundo político em 2008, ao fim de dois mandatos à frente do governo italiano, Prodi, 70 anos, recebeu diversas ofertas para dirigir empresas que poderiam ter sido muito lucrativas, como o cargo de presidente da South Stream, um projeto de oleoduto das empressas Gazprom (Rússia) e Eni (Itália).

- Expliquei a (Vladimir) Putin que era melhor que um ex-dirigente político não trabalhasse em um projeto no qual participou durante a carreira política - disse Prodi.

Muitos políticos da mesma época de Prodi entraram no mundo dos negócios após o fim da carreira política, como o ex-premier britânico Tony Blair, que atualmente é conselheiro de uma seguradora suíça, de um banco americano, além de conferencista.

- Quando você se aposenta é melhor escrever, ler, ensinar, e é o que vou fazer - comentou Prodi.

Romano Prodi iniciou esta semana uma série de conferências que devem durar um ano na China Europe International Business School (CEIBS), em Xangai.