Porta-voz do Irã acusa Estados Unidos de estimularem iranofobia

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Agência Brasil

BRASÍLIA - O governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahamadinejad, acusou nesta segunda-feira, dia 15, os Estados Unidos de orquestrarem uma ação via imprensa mundial anti-Irã. O porta-voz do Ministério das Relações do Irã, Ramin Mehmanparast, disse que os supostos ataques se baseiam nas acusações de que haveria no país um programa para a fabricação de armas nucleares e bombas.

De acordo com o porta-voz, há uma ação estimulada pelos norte-americanos para ocorrer o que chamou de iranofobia - aversão ao Irã. As informações são da agência oficial de notícias iraniana (Irna na sigla em inglês).

Segundo o porta-voz, os ataques se referem ainda a acusações de mais de 20 anos, feitas nos anos 80, quando o governo do Irã teria tentado adquirir a tecnologia da fabricação de bombas do Paquistão. Mehmanparast afirmou que as suspeitas são infundadas porque se baseiam em informações do cientista paquistanês Abdul Qadir Khan, denominado o pai nuclear do Paquistão .

De acordo com Mehmanparast, o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tenta negar ao Irã o direito de desenvolver seu programa de energia nuclear. Ele disse que os norte-americanos estimulam a iranofobia .

O porta-voz, mais uma vez, negou que o governo do Irã planeje fabricar armas e bombas nucleares. Porém, especialistas estrangeiros levantam a suspeita, porque haveria resistência por parte de Ahamadinejad de autorizar a fiscalização das usinas.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoia Ahmadinejad. Segundo Lula e seus assessores, o Irã tem direito de desenvolver seu programa nuclear, desde que para fins pacíficos. O presidente iraniano garante que seu objetivo não é bélico.

No entanto, a recente declaração de Ahamadinejad de querer enriquecer o urânio a 20% novamente reacendeu a discussão sobre o objetivo pacífico do programa nuclear do Irã.