Irã comemora aniversário da revolução
Jornal do Brasil
TEERÃ - No momento em que a República Islâmica atravessa uma das piores crises da sua história, sinos e sirenes fizeram-se ouvir segunda-feira em todo o país para marcar as comemorações do 31º aniversário do triunfo da Revolução que pôs fim ao regime do xá Reza Pahlavi. Mas este ano, a festa dos dez dias de luz que culminarão no dia 11 de fevereiro deve provocar novos enfrentamentos entre as Forças de Segurança iranianas e os grupos de opositores que há sete meses protestam contra a polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
No último sábado, Mir Hussein Moussavi e Mehdi Karrubi, os dois principais líderes reformistas, convocaram seus seguidores às ruas em 11 de fevereiro, data em que é comemorado o triunfo da revolta popular e a queda definitiva da monarquia Pahlevi. Como de costume, para esse mesmo dia, o regime convocou uma grande mobilização popular em seu apoio.
A comemoração começou segunda-feira com uma visita do presidente ao túmulo do aiatolá Rujola Khomeini, que retornou do exílio em 1º de fevereiro de 1979, aclamado pela multidão, para liderar a revolução. Em frente ao seu mausoléu, Ahmadinejad anunciou segunda-feira a morte definitiva do capitalismo e do liberalismo e o início de uma nova era colocando um fim no domínio dos arrogantes no mundo .
A comemoração da festa de Fajr coincide com o fracasso das ideias materialistas, do capitalismo e do liberalismo, e com o começo da globalização da grande revolução do povo iraniano disse.
Em um dia cinza e chuvoso, o líder aproveitou o lugar onde Khomeini prometeu liberdade e prosperidade aos iranianos para prever que a mobilização pró-governamental de 11 de fevereiro desanimará os inimigo . Ahmadinejad adiantou também que em breve, o povo iraniano escutará boas notícias sobre o polêmico programa nuclear iraniano.
O 11 de fevereiro enviará uma nova mensagem à humanidade e colocará um fim no domínio dos arrogantes no mundo declarou.
