Começa o julgamento do acidente com o Concorde

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Jornal do Brasil

PARIS - Começa terça-feira, na França, o julgamento relativo ao acidente do avião Concorde, da Air France, ocorrido há quase dez anos, quando o supersônico caiu minutos depois de decolar do aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, em um desastre que matou 113 pessoas.

No banco dos, além de cinco acusados, está a companhia aérea Continental Airlines, proprietária de um avião que, minutos antes do acidente, perdeu uma lâmina de titânio na pista, que teria provocado o desastre. O julgamento ocorrerá no Tribunal Correcional de Pontoise, nos arredores de Paris. Todo o processo de julgamento deve durar cerca de quatro meses.

O Concorde decolou em 25 de julho de 2000 com destino a Nova York, e levava 100 passageiros, além de nove tripulantes. Logo após a decolagem, ocorreu um incêndio em uma de suas asas. Minutos depois, a aeronave caiu sobre um hotel na cidade de Gonesse, vizinha ao aeroporto. Todos os ocupantes do avião morreram, além de quatro pessoas em terra.

Dezoito meses de pesquisas dirigidas pelo Escritório de Investigação e Análise (BEA) concluíram que o acidente ocorreu porque o avião atropelou, durante a decolagem, a lâmina metálica do DC-10 da Continental Airlines.

Um dos pneus do Concorde explodiu e seus restos perfuraram um compartimento do avião, que pegou fogo.

Os advogados de defesa da Continental dizem que testemunhas viram chamas no avião antes de sua passagem pela lâmina do DC-10. Eles afirmam que a investigação não foi feita de forma completa e sustentam que o Concorde tinha uma falha.