Aviões não tripulados causam divergências com Paquistão

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Jornal do Brasil

WASHINGTON - Uma decisão tomada sexta-feira pelo Senado americano pode criar mais atritos entre os EUA e o Paquistão, países aliados na guerra contar o terrorismo, mas cujas divergências a respeito da melhor estratégia a ser adotada tem causado tensões diplomáticas. Os senadores defenderam que os bombardeios americanos com aviões não tripulados no Paquistão prossigam, apesar de o governo local preferir que os ataques sejam comandados por suas forças de segurança, e não pelos militares de Washington.

O Paquistão não é contra os bombardeios, mas prefere que os EUA apenas forneçam os aviões para que o governo realize a ação, inclusive escolhendo os alvos a serem atacados. O repúdio a uma atuação militar direta dos EUA no Paquistão, que alega questões de soberania nacional, lembra a posição adotada recentemente pelo Iêmen, que já se manifestou contra uma atuação de forças americanas em seu território, aceitando apenas a ajuda técnica material dos EUA, que buscam conter a ação da Al Qaeda naquele país.

Atentado

A intensificação de bombardeios americanos no Paquistão, principalmente com o uso dos aviões não tripulados, conhecidos como drones, ocorreu depois que um agente duplo conseguiu invadir uma base dos EUA em território afegão, próximo à fronteira paquistanesa, em 30 de dezembro, matando sete funcionários da CIA.

Os aviões não tripulados são considerados pelos EUA como uma das principais armas para o combate aos militantes da Al Qaeda e do Talibã. Islamabad critica, no entanto, ataques contra alvos que considera estratégicos.