Quinze mil brasileiros preferem permanecer no Suriname
Jornal do Brasil
PARAMARIBO - Diplomatas afirmaram quinta-feira que cerca de 15 mil brasileiros que vivem no Suriname não têm vontade de retornar ao Brasil, apesar dos ataques contra garimpeiros brasileiros no último dia 24 de dezembro na cidade de Albina, a 150 quilômetros da capital Paramaribo. Segundo o Itamaraty, eles preferem continuar no país vizinho com o objetivo de juntar dinheiro para só depois retornar ao Brasil.
No fim da noite de quarta-feira, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) desembarcou em Belém trazendo um grupo de 32 brasileiros, dentre eles, cinco pessoas feridas no ataque.
O grupo, formado por 22 homens, nove mulheres e uma criança, viajou na aeronave enviada pelo governo para dar assistência especial aos cinco feridos dois deles em estado grave, embora sem risco de vida. Foi autorizado o embarque de todos aqueles que demonstraram interesse em retornar ao Brasil.
De acordo com a FAB, o voo foi tranquilo e todos os brasileiros receberam atendimento médico para verificar o estado de saúde de cada um deles. A prioridade foi para os cinco feridos. Dois deles Raimundo Silva Pereira e Francimar Nascimento Pinheiro têm ferimentos mais graves. Um corre o risco de ter o braço amputado, em decorrência de ferimentos causados por cortes de facão, e o outro teve a mandíbula fraturada.
A aeronave C-130 foi equipada com uma unidade de terapia intensiva (UTI) móvel e seguiu viagem com dois médicos e um enfermeiro, além de auxiliares.
