Berlusconi: agressão demonstra o ódio de poucos e o amor de muitos

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Agência ANSA

ROMA - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que deixou nesta manhã o hospital San Raffaele, em Milão, declarou que a agressão sofrida no último domingo e o período em que esteve internado demonstram "o ódio de poucos e o amor de muitos" italianos.

- Ficarão guardadas comigo como lembrança desses dias: o ódio de poucos e o amor de muitos, muitíssimos italianos - disse o premier depois de ter recebido a alta hospitalar, após quatro dias de internação.

Berlusconi foi agredido no domingo passado, após um comício, por Massimo Tartaglia, de 42 anos. O italiano, que tem problemas psiquiátricos, lançou uma miniatura do Duomo [catedral] de Milão contra o premier, que foi atingido no rosto e teve um osso do nariz fraturado, dois dentes quebrados e ferimentos no lábio superior.

Para o premier, outro saldo positivo do ataque foi a aproximação dos líderes políticos da oposição.

- Se o resultado do que ocorreu for a percepção da necessidade de um diálogo mais sereno e mais honesto na política italiana, então esta dor não terá sido inútil - comentou.

Segundo ele, "parece que alguns dirigentes opositores compreenderam que, ao tomarem distância dos poucos fomentadores de violência, poderão abrir um novo momento de diálogo".

O Chefe do Governo da Itália disse ainda que irá continuar "pela estrada da liberdade, com mais força e mais determinação do que antes".

- Continuaremos no caminho das reformas que os italianos nos pedem - completou.

Ao deixar o San Raffaele em um automóvel, Berlusconi também lançou um cumprimento aos jornalistas presentes, mas não parou para conversar com ninguém.