Organização chilena de minorias sexuais manifesta apoio a Eduardo Frei

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Agência ANSA

SANTIAGO DO CHILE - O Movimento de Integração e Liberalização Homossexual (Movilh), do Chile, manifestou apoio à candidatura de Eduardo Frei para o segundo turno das eleições presidenciais do país, marcado para 17 de janeiro.

Frei, que esteve no poder entre 1994 e 2000, é membro da aliança governista Concertación e no primeiro turno da disputa, realizado no último domingo, obteve 29,6% dos votos. Seu adversário, o empresário Sebastián Piñera, da opositora Coalizão pela Mudança, ficou com 44,05%.

"Sebastián Piñera nem quis dialogar com a diversidade sexual pela pressão homofóbica de dirigentes dos próprios partidos que sustentam sua candidatura, o que não dá garantias de mudanças favoráveis para nosso setor", argumenta a organização.

"De outro lado está Frei, que antes e durante sua candidatura não apenas deu sinais, mas também executou ações concretas em favor de nossos direitos, além de contar com um bloco político que apoia e respalda suas propostas", explica o Movilh.

O movimento ressalta que "há muitos pontos em que o comando de Frei e o Movilh não têm coincidências, mas temos a certeza de que ele está disposto a defender e concretizar suas propostas" para promover "maiores mudanças no futuro".

"Se há algo que define Frei é a rejeição de todo tipo de populismo, além de sua firme convicção de que a realidade das minorias sexuais não é um tema simbólico, mas de direitos humanos e que deve ser resolvido", ressalta a entidade.

O Movilh, principal grupo defensor das minorias sexuais no Chile, diz ainda "acreditar que Frei 'escutou a mensagem' daqueles que reprovam" o fato de a Concertación "não ter colocado toda a força possível e necessária por um país verdadeiramente progressista".