Secretaria Ibero-Americana pede volta de Zelaya ao poder
Agência ANSA
LISBOA - A Secretaria Pro Tempore da 19ª Conferência de chefes de Governos e de Estado ibero-americanos, que encerrou hoje suas atividades em Estoril, condenou o golpe de Estado em Honduras e pediu a restituição do presidente Manuel Zelaya, deposto em 28 de junho.
Sem que os países participantes do encontro chegassem a um consenso, a Secretaria Geral da conferência transferiu a declaração à Secretaria temporária, exercida até hoje por Portugal.
O governo português, nessa condição, condenou as "inaceitáveis" violações dos direitos humanos e das liberdades no país centro-americano e pediu a restituição do "presidente constitucional Manuel Zelaya para o cargo que foi eleito, até cumprir seu mandato".
O documento, de cinco pontos, reitera também o "firme compromisso com os princípios democráticos de todos os presidentes ibero-americanos para prevenir tentativas desestabilizadoras a governos legitimamente eleitos".
No domingo, na abertura da cúpula, que reuniu delegações de 22 nações falantes das línguas espanhola e portuguesa, a chanceler do presidente deposto de Honduras, Patricia Rodas, pediu que a crise em seu país fosse incluída nas discussões.
O grande ponto de divergência entre as nações ibero-americanas era o reconhecimento das eleições hondurenhas, realizadas há dois dias sob o regime de facto. Consideradas "ilegítimas" por alguns governos da região, como Brasil, Venezuela e Argentina, o pleito foi reconhecido por Colômbia e Peru, por exemplo.
Antes do anúncio da declaração final do encontro, uma fonte da Secretaria Geral ibero-americana, liderada pelo uruguaio Enrique Iglesias, disse à ANSA que não havia consenso sobre o tema.
