Equador e Paraguai reiteram rejeição a processo eleitoral hondurenho
Agência ANSA
ASSUNÇÃO E QUITO - Os governos de Equador e Paraguai reiteraram hoje que não reconhecerão os resultados das eleições hondurenhas, realizadas ontem. De acordo com o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), o opositor Porfirio Lobo venceu a disputa e tomará posse em janeiro de 2010.
"É indispensável que se restabeleçam a ordem constitucional, o Estado de Direito e as autoridades legalmente constituídas na república de Honduras", analisou o chanceler equatoriano, Fander Falconí.
O ministro lembrou também que o processo eleitoral foi realizado sob as ordens de um governo de facto, não reconhecido pela comunidade internacional, que chegou ao poder após a deposição do presidente Manuel Zelaya, vítima de um golpe de Estado em junho.
"O desenvolvimento das eleições sob a égide de um governo de facto constitui um precedente nefasto para a região", em um processo que não contou com "as garantias democráticas indispensáveis", argumentou Falconí.
O Paraguai, por sua vez, manifestou-se por meio do ministro da Justiça e do Trabalho, Humberto Blasco, porta-voz da reunião do Conselho de Ministros presidida hoje pelo mandatário Fernando Lugo.
"O presidente manifestou que é impossível reconhecer essas eleições, porque há um vício de origem, a partir da expulsão do presidente constitucional", declarou.
Dessa forma, Assunção e Quito mantêm um posicionamento que também é defendido pelo Brasil, de não validar o processo porque foi conduzido pelo regime de facto, encabeçado por Roberto Micheletti.
Por outro lado, os Estados Unidos pedem que o pleito seja reconhecido para que a crise em Honduras seja solucionada. Colômbia, Costa Rica e Peru, entre outras nações, já aderiram a essa posição.
