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Honduras: Frente de Resistência pede suspensão de eleições

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Agência ANSA

TEGUCIGALPA - A Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado solicitou ao Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) de Honduras que suspenda a 'espúria' eleição de domingo, sob a alegação de que ela não será 'reconhecida pela maioria do povo'.

- Exigimos que o Tribunal Supremo Eleitoral suspenda a realização do processo eleitoral convocado para 29 de novembro até o momento em que seja restituída a ordem institucional e se garantam a segurança e a liberdade das pessoas - expressou o movimento em uma declaração.

O pleito será coordenado pelo regime de facto que chegou ao poder após o golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya, ocorrido no dia 28 de junho.

O TSE, por sua vez, convidou entre 250 e 300 observadores independentes para acompanhar o processo, em uma tentativa de legitimá-lo ante a comunidade internacional.

Sem observadores de entidades conhecidas, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Centro Carter, dos Estados Unidos, os principais nomes que estarão em Honduras para monitorar o pleito são os ex-presidentes de El Salvador Armando Calderón e da Bolívia Jorge Quiroga.

- Os falsos comícios não cumprem com os princípios de liberdade eleitoral, de opinião da imprensa, associação e manifestações públicas. Pelo contrário, são muitos os casos de fechamentos de meios de comunicação, tortura, assassinatos e outras violações de direitos humanos que foram constatados e documentados por organismos nacionais e internacionais - diz o texto da Frente.

Um dos coordenadores da organização, Rafael Alegria, pediu aos hondurenhos que "fiquem em casa" e não votem, obedecendo a um "toque de recolher popular".

- É perigoso sair à rua. Temos visto comandos instalando metralhadoras, armas pesadas em jipes militares próximo às zonas eleitorais - advertiu ele.

Um correspondente da Rádio Globo chegou a afirmar que ao menos três pessoas teriam morrido ontem devido à explosão de uma bomba em um ônibus na cidade de Santa Bárbara, mas a polícia negou.

Nas últimas semanas, várias regiões de Honduras foram palco de atentados com granadas e artefatos de fabricação caseira.