Chanceler cubano diz que embargo dos EUA 'permanece intacto'
Agência ANSA
HAVANA - O ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou hoje que o embargo imposto pelos Estados Unidos contra a ilha "permanece intacto", mesmo com a chegada de Barack Obama ao poder.
- Obama foi eleito sobre a base da mudança. Onde está a mudança no bloqueio a Cuba? Não há mudança - assegurou o chanceler durante uma coletiva de imprensa para divulgar o informe que o país apresentará na Assembleia Geral das Nações Unidas, que será realizada semana que vem.
Pontuando que "certamente há uma retórica menos agressiva contra Cuba", Rodríguez destacou que "a política do bloqueio permanece intacta, as regulamentação estão em completa aplicação".
Segundo o chanceler, o presidente dos EUA "tem a oportunidade história de usar suas faculdades executivas para modificar a execução do bloqueio ou de liderar a eliminação do bloqueio a Cuba".
Na última segunda-feira, Obama prorrogou por mais um ano o embargo econômico imposto à ilha em 1962 devido ao alinhamento do país com a antiga União Soviética. Para Rodríguez, isto acontece "em razão de interesses nacionais dos Estados Unidos, apesar de numerosas pesquisas demonstrarem que uma clara, ampla e crescente maioria de norte-americanos se opõe ao bloqueio".
O ministro cubano também comentou o fato do mandatário norte-americano já ter eliminado algumas medidas mantidas por seu antecessor, George W. Bush, como a restrição a viagens e envio de remessas à ilha, o que separou muitas famílias cubanas.
- É certo que eliminaram a maioria das mais brutais e extremas restrições que Bush aplicou, mutilando a família cubana - disse Rodríguez, ratificando, no entanto, que "não deveria haver nenhuma restrição a cubamos emigrados de seu país de origem".
Quanto à recente permissão de empresas norte-americanas realizam operações de telecomunicações em Cuba, o chanceler comentou que isto "dependerá da modificação de outras restrições que permanecem em vigor".
Obama, que tomou posse em janeiro deste ano, havia prometido melhorar as relações com Cuba.
