Chávez encerra viagem internacional com reunião na Espanha
Agência ANSA
MADRI - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, fez uma breve visita a Madri hoje, onde se reuniu com o chefe de Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e com o rei Juan Carlos.
Zapatero e Chávez se reuniram no Palácio de la Moncloa, sede do governo da Espanha. Antes do encontro, Chávez disse que queria uma relação de "igualdade" com o país europeu e com seus "amigos", referindo-se a Juan Carlos e a Zapatero.
O venezuelano citou que a Espanha ainda é conhecida na América do Sul como a "porta da Europa", e criticou essa visão, herdada da época em que os territórios latino-americanos, com exceção do Brasil, pertenciam à coroa espanhola.
- Nós não temos necessidade destas portas. Não devemos continuar a repetir os clichês colonialistas - afirmou.
No início da tarde, o presidente venezuelano se encontrou durante cerca de meia hora com o rei Juan Carlos no Palácio de la Zarzuela. Também participou da reunião o ministro das Relações Exteriores espanhol, Miguel Angel Moratinos.
Assim que viu o monarca, Chávez comentou que ele estava com "a barba como a de Fidel". O rei respondeu dizendo que "é para mudar um pouco o visual".
Desde o fim de suas férias, em Palma de Maiorca, no mês de agosto, Juan Carlos usa barba, assim como o príncipe herdeiro Felipe.
O clima cordial entre os governantes de Espanha e Venezuela não lembra em nada a Cúpula Ibero-Americana, realizada no Chile em novembro de 2007, na qual o rei Juan Carlos mandou Chávez ficar quieto após as sucessivas interrupções do presidente venezuelano durante a fala do chefe de Governo espanhol.
Os dois países ficaram com as relações diplomáticas estremecidas depois do incidente. A reconciliação aconteceu em julho do ano passado, durante um encontro entre Chávez e o rei no Palácio de Marivent, residência de verão da família real, em Maiorca.
Madri é a última escala da viagem internacional de Chávez, que desde a semana passada visitou países do Oriente Médio, Magreb e Europa. Ele deve retornar a Caracas ainda hoje, onde seus partidários preparam uma festa para recebê-lo.
