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Brown defende atuação britânica no Afeganistão

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REUTERS

LONDRES - A Grã-Bretanha deve continuar comprometida com a guerra no Afeganistão para ajudar a proteger o mundo dos ataques da Al Qaeda, disse o primeiro-ministro britânico Gordon Brown. Ele reconheceu que este deve ser um dos verões mais difíceis, desde que se uniu à invasão liderada pelos Estados Unidos para derrubar o Talibã, em 2001.

A poucos dias da eleição presidencial afegã, Brown alertou que as forças da Otan devem permanecer até o governo, a polícia e as forças armadas do país serem capazes de assumir um controle maior. O fracasso tornaria o mundo mais perigoso, destacou ele.

- É para manter a Grã-Bretanha e o resto do mundo seguros que devemos honrar nosso compromisso de preservar um Afeganistão livre e estável - declarou Brown.

Três quartos dos planos terroristas na Grã-Bretanha se originam das áreas montanhosas do Afeganistão e do Paquistão, acrescentou ele. A violência aumentou na véspera da eleição de 20 de agosto. Um ataque suicida com carro-bomba matou sete pessoas no coração do distrito mais seguro da capital Cabul, no sábado. Julho foi o mês com maior número de mortes de tropas britânicas desde 2001, 21 ao todo.

O Ministério da Defesa britânico disse que um soldado do segundo batalhão do Regimento Real de Fuzileiros foi morto em uma explosão durante uma patrulha a pé perto de Sangin, ao norte da província de Helmand, no sábado. Sua morte elevou o número de soldados britânicos mortos no país para 201.