Insulza pede 'calma e prudência' para resolução da crise em Honduras
Agência ANSA
TEGUCIGALPA - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou nesta terça-feira que o restabelecimento da ordem em Honduras demandará um 'processo complexo', portanto é 'preciso ter calma e prudência'.
Em declarações à ANSA, Insulza ratificou o apoio da OEA à mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, na busca de uma solução para a crise no país centro-americano, que no último dia 28 viveu um golpe de Estado contra o mandatário Manuel Zelaya.
- Apoiamos o papel do presidente Oscar Arias, mas é preciso ter calma e prudência, já que se trata de um processo complexo e difícil, que certamente levará algum tempo - advertiu o secretário.
- A superação da crise depende, sem dúvida, da restauração da ordem democrática. Esta é uma posição de princípios, que não pode mudar - enfatizou.
Após instaurado o governo de facto em Honduras, a Assembleia Geral da OEA, em 30 de junho, "condenou energicamente o golpe de Estado", recordou Insulza. Os 34 países-membros do órgão também reafirmaram "que o presidente Zelaya é o presidente constitucional do país e exigiram a restauração imediata, segura e incondicional às suas funções constitucionais".
Segundo ele, a Carta Democrática Inter-Americana e a OEA sairão fortalecidas depois desta crise "sempre que há consenso em nossas decisões".
- Desejo enfatizar que as resoluções da Assembleia Geral, que condenaram o golpe, não reconheceram o governo de facto de Honduras e suspenderam a participação desse país na Organização, foram adotadas por consenso - continuou o chileno.
- Felizmente nenhum país titubeou, não houve fissuras no hemisfério para repudiar algo que acreditávamos que já estava sepultado na história de nosso continente - afirmou.
Por outro lado, ontem, o presidente de facto do país, Roberto Micheletti, reiterou sua posição contra o retorno do mandatário deposto. - Não permitiremos a volta de Zelaya porque ele violou a lei - disse o governante, que ratificou que deixará o poder em janeiro de 2010.
