Eleições argentinas: observadores internacionais chegam ao país
Agência ANSA
BUENOS AIRES - Os representantes dos Tribunais Superiores Eleitorais do Brasil, Carlos Ayres de Freitas Britto, do Chile, Orlando Alvarez Hernández, e do México, María del Carmen Figueroa, chegam hoje à Argentina, onde acompanharão as eleições legislativas deste domingo.
O governo argentino e a Câmara Nacional Eleitoral convidaram mais de 100 observadores estrangeiros, que serão distribuídos por quatro diferentes distritos, informaram fontes oficiais.
Entre outros, também enviarão representantes Venezuela, Equador, Paraguai, Uruguai, Peru, Panamá, Espanha, Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha e Noruega.
A chegada dos observadores internacionais coincide com as insistentes denúncias de fraude lançadas pela oposição e multiplicadas por meios de comunicação. Segundo opositores, diante da disputa acirrada, o governo poderia recorrer a uma "fraude" para desempatar a votação.
O turno eleitoral, que renovará metade das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço das 72 do Senado, é considerado crucial ao governo de Cristina Kirchner, que pela primeira vez corre o risco de não conseguir maioria no Congresso.
O ex-presidente Néstor Kirchner, que lidera a lista da governista Frente Pela Vitória (FPV) às eleições na província de Buenos Aires, concorre ao cargo de deputado federal. Seu principal adversário é o empresário Francisco de Narváez, da União PRO. Os dois estão praticamente empatados, segundo as últimas pesquisas.
Para hoje, de acordo com um e-mail que circula na rede, espera-se um "panelaço contra as fraudes" em Buenos Aires e em outras cidades.
No país, cerca de 27 milhões de argentinos estão habilitados a comparecer às urnas. No exterior, 46 mil foram convocados ao pleito. Os argentinos que vivem em outros países, como Brasil, Estados Unidos, França, Uruguai e Espanha, também votarão no domingo em 62 embaixadas, 30 consulados gerais e 21 consulados, num total de 69 países.
