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Airbus pede paciência sobre acidente e diz que A330 é seguro

Por

REUTERS

PARIS - A fabricante europeia de aviões Airbus desaconselhou especulações sobre as causas da queda de uma de suas aeronaves sobre o Atlântico e defendeu o histórico de segurança de seu jato A330.

Um avião A300 da Air France caiu sobre o Atlântico, após decolar do Rio de Janeiro no dia 31 de maio com destino a Paris, matando as 228 pessoas que estavam a bordo, no pior desastre de aviação dos últimos oito anos no mundo.

- É seguro afirmar que a comunidade da aviação ainda se encontra em certo estado de choque - disse a jornalistas o executivo-chefe da Airbus, Tom Enders.

- E com certeza não é consolo para as famílias o fato de que, se olharmos as estatísticas da aviação em comparação com cerca de 30 anos atrás, elas mostram que o A330 é um dos aviões mais seguros que já esteve em uso.

Enders falou no sábado, num briefing antes do início da Feira da Aviação de Paris, que terá lugar entre 15 e 21 de junho, ao lado do executivo-chefe da EADS (Empresa Europeia de Aeronáutica, Defesa e Espacial), Louis Gallois. O conteúdo do briefing foi embargado até o domingo.

O desastre lançou uma sombra sobre o maior evento da aviação mundial, somando-se às pressões econômicas que vêm forçando companhias aéreas a cancelar ou adiar os pedidos de novas aeronaves, em meio aos temores sobre viagens relacionadas à gripe suína.

Gallois lançou um apelo à mídia por calma em relação às causas do acidente.

- Por favor tenham paciência - disse ele - Uma investigação desse tipo leva tempo, e não devemos aventar ideias, porque isso é um problema para os familiares, colegas e amigos. Eles não sabem se o que estão lendo nos jornais é verdade ou não.

Enders disse que funcionários da Airbus foram enviados em navios de resgate que estão participando das operações de busca de corpos de vítimas e destroços do avião e que estão preparados para usar seus conhecimentos especializados sobre o avião, se for preciso.