Irã terá arma nuclear em três ano crê especialista

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JB Online

TEERÃ - O governo iraniano anunciou ontem as novas conquistas tecnológicas que vêm incrementar sua crescente indústria militar. O ministro da Defesa, general Mustafa Mohamad Najjar, listou as novidades: seus navios de guerra agora contam com canhões antiaéreos de 40 milímetros, e um novo modelo de helicóptero de combate acaba de ser construído. Além disso, o político deu novos detalhes sobre o míssil de longo alcance, chamado Sekhil II, que testou na quarta-feira passada, capaz de atingir alvos situados a mais de dois mil quilômetros de distância. Acrescentou: o artefato foi desenvolvido integralmente no Irã.

O míssil foi criado com o objetivo de conseguir precisão. Ele é equipado com sensores de direção e controle muito sensíveis e avançados declarou o ministro à rede de televisão local PressTV, segundo a agência EFE.

Najja explicou que o míssil é um dos maiores avanços conseguidos pela indústria militar nacional, apesar das sanções que pesam sobre o país desde 1980.

Os riscos de uma ofensiva

O anúncio coincidiu com as declarações do almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, que disse em uma entrevista de TV que o Irã deve ter sua arma nuclear em apenas 3 anos. Apesar disso, ele advertiu sobre as consequências de um eventual ataque militar americano contra o país.

As consequências de uma ofensiva contra o Irã neste momento seriam extremamente graves afirmou, acrescentando que os Estados Unidos têm pouco tempo para convencer o país a abandonar seu programa nuclear.

Apenas um dia antes, no sábado, o Irã havia afirmado a autoridades mundiais, incluindo os Estados Unidos, que as conversações sobre o seu programa nuclear terão de esperar até o fim da eleição presidencial, em 12 de junho. A colocação foi feita pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, em resposta à pressão internacional diante do seu crescimento armamentista. Os Estados Unidos, Rússia, China, França, Alemanha e Grã-Bretanha disseram em abril que poderiam convidar o Irã para uma reunião como tentativa de encontrar uma solução diplomática para a disputa nuclear.

Ontem, Ahmadinejad atacou a presença de tropas estrangeiras na região, em encontro, no Teerã, com os colegas do Paquistão e Afeganistão sobre o combate ao terrorismo e outros problemas de segurança. Desconhecendo o comentário de Ahmadinejad, o líder supremo da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, disse a Hamid Karzai, do Afeganistão, e a Asif Ali Zardari, do Paquistão, que os Estados Unidos são odiados pelas pessoas da região.